Curvas de nível no Google Maps
Agora é possível saber a altitude de um determinado ponto usando o serviços de mapas da Google. Adicionado ao Google Maps em novembro de 2007, a camada Terreno ganhou nesta semana um atributo tão solicitado pelos usuários desde que foi lançado: curvas de nível.
Curva de nível é definida como uma linha que une todos pontos de mesma altitude (ou cota) no terreno e representam a variação da elevação altimética de uma dada parcela do terreno. Elas são padronizadas através de cor, espessura e permtiem uma visão tridimensional de um mapa ou carta representada bidimensionalmente. Matematicamente falando, uma curva de nível pode ser definida como sendo uma curva gerada pela intersecção de um plano horizontal com a superfície do terreno.
As curvas de nível só são visualizadas a partir do nível de zoom 13 e o seu grau de resolução não é detalhado o suficiente para realizar uma interpretação mais apurada, mas a visualização permite um bom entendimento do terreno e apresenta variação de cotas, dependendo do nível de zoom, entre 20 a 100 metros.
Os exemplos abaixo foram feitos usando a Google Maps API (uma API que me permite construir meus próprios mapas usando o serviço da Google), mas a visualização é a mesma no Google Maps. Confira abaixo alguns exemplos usando os pontos mais altos do Brasil:
Combinando Google Maps e Virtual Earth
Que tal inserir no seu site um serviço de mapas do Google Maps e Virtual Earth/Live Maps lado a lado e sincronizado? A partir do site Mapchannels, é possível construir um serviço de mapas utilizando a API da Google Maps e do SKD do Microsoft Live Maps de modo que você não precise editar nenhuma linha código. Basta apenas usar o bom e velho CTRL+C no código que for gerado.
O nome desse serviço é dual maps, é gratuito, não necessita nenhum tipo de cadastro e qualquer cidadão com alguma noção do que é latitude, longitude e um pouco de conhecimento na utilização dos serviços poderá criar seu mapinha sem nenhuma dificuldade.
Você pode configurar sua aplicação do jeito que bem entender, podendo determinar altura, largura, borda, tipo de mapas (Arruamentos, imagens de satélites, híbrido ou Bird Eye - esse feature está disponível apenas para o Virtual Earth que é um tipo de Google Earth que roda no Internet Explorer. O Bird Eye permite visualizar imagens com ângulo de 45 graus e possui resolução maior do que as obtidas por satélite, até porque são imagens aéreas), controles (pan, zoom, escala, etc), habilitar ou desabilitar a função mousewheel para zoom, nível de zoom, etc.
Há ainda a opção de incluir um terceiro mapa com o recurso de Street View do Google Maps, mas como você bem sabe, esse recurso só está disponível para algumas cidades dos Estados Unidos. Atente-se também que o Bird Eye só funfa em algumas localidades.
Google Sky versão Web
Desde o dia 13 de março que entuasiastas de astronomia podem visualizar milhares de objetos celestes pela internet sem precisar instalar nenhum programa em seus respectivos HDs. Agora o Google Sky, inicalmente projetado para o Google Earth, também pode ser explorado usando um simples navegador e permitindo assim que estudantes, astrônomos amadores e até profissionais possam encontrar posições de planetas, buscar por constelações e até mesmo ver o nascimento de galáxias distantes através das imagens do telescópio Hubble.
O funcionamento do Google Sky para Web é semelhante ao do Google Maps. É possível usar controles de pan, zoom, dragging, buscar por estrelas, galáxias e ainda criar links de qualquer ponto do céu. As mesmas camadas que estão disponíveis no Google Earth, como Backyard Astronomy, Hubble Showcase e o Earth & Sky Podcasts também podem ser acessados através de um simples clique no menu da parte inferior da página.
Por padrão, ao carregar a página do Google Sky, o céu visível mostra a Galáxia Cigar (também conhecida como Messier 82), uma das mais impressionantes galáxias no universo, que é mostrada usando um mosaico de imagens do Sloan Digital Sky Survey, Digitized Sky Survey e do telescópio Hubble.
Construa seus mapas com o auxílio da galeria de demos da Google Maps API
Se você é um daqueles que vive se descabelando atrás de código ou exemplos na internet para desenvolver essa ou aquela aplicação com a Google Maps API e não quer perder tempo olhando a documentação, então a Maps API Demo Gallery promete resolver os seus problemas.
Pelo menos é essa a intenção do Google Maps API Team que pretende tornar essa galeria de exemplos em uma espécie de central de mini-aplicações descritivas e didáticas. E com isso em mãos, é só pegar o código e correr para marcar o gol. Se você não é leitor assíduo de lugares como o grupo de discussão da Google Maps API Group, Google Maps API Blog, Tutorial do Mike Williams (um dos melhores tutoriais da Maps API), Google Maps Book ou de vez em quando dá uma olhada nos Maps Mashups do Google Maps Mania, muito provavelmente você já perdeu horas caçando demos e códigos de aplicações por aí.
Segundo Pamela Fox, figurinha carimbada do grupo de discussão do Google Maps API, através dessa iniciativa muitos “quase desenvolvedores” que usam a Maps API se beneficiarão e suas pelejas serão amenizadas com aplicações didáticas. Aqueles que quiserem que suas demos façam parte dessa galeria, é só entrar em contato com a Pamela Fox pelo e-mail api.pamela[arroba]google.com, com certeza ela a maior paciência em receber o seu e-mail.:
Aprovada a versão 1.0 do OpenGIS Web Processing Service(WPS)
A OGC divulgou uma nota no dia 22 de fevereiro confirmando a aprovação da versão 1.0 da Interface padrão para o WPS (Web Processing Service). O OGC WPS, originalmente chamado de Geoprocessing Service, é um serviço que permite publicar processos de geoprocessamento e tarefas envolvendo dados geográficos para a internet. Esse serviço pode descrever qualquer tipo de cálculo (isto é, processo), incluindo todas as suas entradas e saídas, e iniciar a execução de processos como um Web Service.
O WPS pode ser usado para definir processos tão simples como a subtração de um conjunto de dados espaciais de outro conjunto (por exemplo, determinar a diferença de casos de gripe casos entre duas épocas diferentes), ou algo mais cabeludo, como um modelo hidrológico. Os dados necessários para um WPS podem ser transportados através de uma rede ou disponibilizados num servidor.
Mais uma Where 2.0 a caminho
“Welcome to Where 2.0″ é o que eu gostaria de ouvir da moça na porta de entrada desse evento em maio. Para quem está por fora, Where 2.0 é um evento de fazer cair o queixo de qualquer entusiasta “GeoWeber”, seja ele um novato ou um geek antenado. É uma conferência sobre o mundo das geotecnologias para Web (ou se você quiser, GeoWeb), com nomes de peso, empresas de peso e assuntos mais interessantes ainda.
É um dos eventos mais relevantes no que diz respeito a GeoWeb e conta com participação de players nada pequenos (Google, Autodesk, Microsoft, MapQuest, Digital Globe, AOL, Tele Atlas North America, ESRI,Garmin, Yahoo!, Cisco, etc) mostrando suas últimas e futuras soluções, várias startups com seus projetos “pequenos inovadores”, neogeógrafos ávidos por novidades, comunidade do SIG Open Source, etc e etc. Não foi à toa que uma das features mais comentadas nos últimos tempos, o Street View, do Google Maps foi estrategicamente anunciada oficialmente nesse evento.
Ao contrário das últimas três últimas edições que sempre ocorreram em San Jose, o desse ano acontece em San Francisco entre os dias 12 e 14 de maio na Califórnia. A grande importância desse evento talvez recaia no fato de que a Web tem se tornado uma plataforma para o fluxo e compartilhamento de informação espacial. Ferramentas e recursos voltadas para esse ambiente vêm crescendo nos últimos anos numa progressão geométrica devido à uma necessidade crescente de pessoas e empresas por esse tipo de informação. Posicionar-ou localiza-se virou um desejo, uma necessidade, um busca.
Intrigado com o que é Neogeografia?
Termo muito em voga ultimamente e motivo de discussões acaloradas entre profissionais e usuários, Neogeografia(do inglês Neogeography), vem ganhando cada vez mais destaque por traduzir um comportamento de criação e compartilhamento de dados geográficos e mapas na internet. A cartografia possibilitou que explorações e descobertas de novas regiões do planeta fossem registradas. Isso guiou marinheiros e desbravadores através dos oceanos, ajudando-os a entender onde terras longíquas não habitadas pelo homem branco e civilizado se encontravam. Com a transformação do papel para o hipertexto, os mapas evoluíram muito desde as descobertas e hoje temos mapas digitais que permitem mostrar dinamicamente informações geográficas que estão do outro lado do mundo.
Enquanto um SIG necessita de complexos e custosos softwares, restrito e manipulado por profissionais treinados, ferramentas como Yahoo! Maps e MapQuest(o pioneiro a oferecer serviços de mapas online) oferecem ao usuários aplicativos online amigáveis, rápidos e pertinentes ao seu uso. E isso possibilita que desenvolvedores WEB e usuários comuns possam ter inúmeros usos e interesses ao usar mapas online.
O Google Maps não foi inicialmente lançado como uma Interface de Programação de aplicativos (API). No entanto, lentamente desenvolvedores começaram a usar e bular o serviço para uso próprio, e foi então que a Google percebeu a demanda por esse tipo de serviço e lançou uma API para que qualquer usuário pudesse criar os seus mapas com o Google Maps. Iniciava-se aqui o boom dos mapas e serviços dinâmicos em contraponto aos serviços de mapas estáticos anteriores a 2005.
Até então domínio de cartógrafos e profissionais de SIG, esses novos mapas que estão nascendo, ou também chamado de Map Mashups, levou a um propagação maciça dentro da internet, o que nos leva a pensar em perguntas como: Por que mapas tanto fascinam e ao mesmo tempo despertam tanto interesses nas pessoas? Por que no mundo online da comunicação instantânea, a localização se tornou um tema tão importante?
Google Geo Developer Series

Oficinas, “hackathons” e palestras sobre as principais features do Google Maps e Google Earth serão os temas tratados numa série de encontros chamada de Google Geo Developer Series que acontecerá no Googleplex de Mountain View, Califórnia, neste mês de fevereiro.
Trata-se de um evento aberto a geeks e entusiastas de Neogeografia que queiram se aprofundar ou aprender mais sobre a API dos Google Maps e artimanhas do KML no Google Earth. Como é de praxe, a maioria dos eventos realizados pela Google são filmados e disponibilizados posteriormente, e nesse evento não será diferente, as palestras estarão no Youtube para todos nós (quem não foi ao Google Developer Day Brasil que rolou em São Paulo em maio de 2007, pode assistir as palestras no Youtube. Clicando aqui você poderá assistir a todas as palestras do evento).
Caso queira se manter informado sobre o que vai rolar nessas séries, não esqueça de deixar o seu e-mail no mailing list na seguinte url: http://google-geo-developer-series.googlemashups.com. Essas sessões ocorrerão uma vez por semana até abril. Os dois primeiros são:
Mais 12 cidades entram na lista do Street View
Ao contrário do que vinha fazendo meses anteriores, em que a cada dois meses atualizava o Google Maps com 6 a 7 cidades para uso do Street View, nesse mês a Google surpreendeu e adicionou mais 12 cidades ao seu serviços de mapas.
O recurso de Street View adicionado ao Google Maps em maio de 2007 e oficializado na Where 2.0, evento anual organizado pela O´Reilly que reúne e discute tecnologias relacionadas a área de SIG, Open Source Mapping, Neogeografia, Mobile GIS, entre outras geotecnologias. Neste momento, o Street View só pode ser usado em cinco cidades, pois eram as únicas que foram totalmente imageadas. Dois meses depois, o serviço recebeu mais quatro cidades, em outubro foram seis e em dezembro, mais oito. Neste mês de fevereiro foram adicionadas mais 12 cidades americanas, contabilizando um total de 35 cidades imageadas.
As novas cidades são: Juneau(Alasca), Boise (Idaho), Salt Lake City (Utah), San Antonio (Texas), Raleigh(New Hampshire), Durham(New Hampshire), Chapel Hill(New Hampshire), Manchester(New Hampshire), Kansas City(Missouri), Milwaukee(Wisconsin), Albany(Nova York) e Schenectady(Nova York), distribuídas uniformemente.




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