Criando, analisando e validando arquivos KML
A utilização do KML como formato para exibição de dados geográficos na Web está se tornando cada vez mais presente. Tanto é verdade que em abril deste ano a linguagem foi aceita como padrão pelos membros da Open Geospatial Consortiu (OGC) como formato para exibir e representar elementos geográficos em 2D e 3D na Web.
Se você não ouviu falar da OGC, talvez você se surpreenda ao descobrir o quanto importante é esta organização. Entre os seus mais de 360 membros, há um grande número de universidades, institutos governamentais, agências de defesa, institutos de pesquisa, grandes empresas, etc. Sua função é o de implementar padrões para representação e troca de dados geográficos.
Sendo um padrão aberto, prevê-se que um leque enorme de organizações passarão a adotá-lo num futuro não muito distente e se torne o principal formato de representação de dados geográficos e de dados para mapas digitais para Web.
Organizações como Microsoft, ESRI, Autodesk e Bentley já haviam implementado suporte ao formato em várias de suas aplicações. O próprio Microsoft Virtual Earth já oferece suporte ao KML há mais de 1 ano e outros como GeoBusca, Leica Titan, Mapufacture, Yahoo Pipes, MapQuest, NASA WorldWind, Flickr e Platial já estão pensando lá na frente. Há muitas ferramentas que simplesmente se prestam a gerar KML a partir de bases já existentes e outras que se encaixam dentro do universo de conversores do tipo DXFtoKML, SHPtoKML, XLStoKML, 3DMAXtoKML, etc.
Convertendo objetos 3D para o formato KML
SOLA G2 é um programa gratuito que permite fazer a conversão dos principais arquivos com estrutura 3D para o formato de representação KML que pode ser aberto no Google Earth e outros programas que oferecem suporte para tal.
O SOLA G2 é na verdade uma evolução do SOLA G1 que também permite fazer conversão para KML, mas é limitado para somente a representação de objetos bidimensionais. Os formatos suportados pelo SOLA G2 são:
- W3D (Shockwave3D)
- 3DS (3D Studio)
- OBJ (Wavefront)
- DXF (Autodesk)
- Você também pode trabalhar com objetos criados através do programa open source Blender, desde que você exporte para um dos formatos compatÃveis.
Tanto o SOLA G1 e o G2 são aplicativos para uso não comercial, voltado para terceiros que não planejam usar para obter ônus de terceiros. No entanto, por 50 doláres é possÃvel obter a licença do SOLA G2 para fins comerciais que ainda conta com dois recursos extras:
Gerando mapas estáticos com a API do Google Static Maps
Agora você pode gerar imagens de mapas do Google Maps sem usar JavaScript. Tudo o que você precisa é passar alguns parâmetros via URL dentro da tag <img> com o atributo src para o servidor e voilà!, temos um mapinha que pode ser carregado tanto em um website como num browser para celular.
Para utilizar esse serviço, é necessário obter uma chave de acesso do mesmo jeito que a Google Maps API. Você pode obter sua chave simplesmente passando a URL do seu site ou servidor local em http://code.google.com/apis/maps/signup.html. É bom observar que a chave obtida pode ser usada para qualquer aplicação localizada em subdiretórios e subpastars da URL, de modo que não é necessário obter mais que uma chave se você tiver várias aplicações localizadas em diretórios diferentes. Por exemplo, caso eu queira registrar uma chave para a URL http://www.geometrik.info, qualquer aplicação feita com a API em subpastas do tipo http://www.geometrik.info/mashups.php ou http://www.geometrik.info/googlemaps/static/celular/mapa.php irá funcionar perfeitamente.




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