



Poucos poderiam prever os caminhos que os map mashups e os mapas online dinâmicos tomariam quando o Google Maps foi lançado em 2005, até então limitado pelos mapas estáticos com suas funções idem. Os serviços de mapas dinânicos de hoje como o Google Maps, Map24, Yahoo! Maps, Live Maps e MapQuest e suas respectivas APIs têm permitido que os desenvolvedores e neogeógrafos criem seus próprios serviços/dados e o compartilhem em ambiente Web. Localizar-se e georreferenciar seus dados virou uma necessidade em tempos de Web 2.0.
Analogamente ao boom dos mapas dinâmicos, quando a Google comprou a Keyhole e lançou o Google Earth, este causou uma revolução na nossa visão de mundo geográfico, permitindo que as pessoas pudessem navegar por montanhas, construções em 3D e localidades longíquas ao redor do planeta Terra utilizando imagens de satélite de alta resolução e imagens aéreas.
Mas ainda faltava um peça fundamental nesse quebra-cabeça todo, necessitava-se de algo que permitisse a usuários desenvolver suas próprias aplicações em ambientes 3D usando o Google Earth, da mesma forma que faziam com o Google Maps. Entretanto, parece que a história começa a se configurar de maneira diferente com o lançamento do Google Earth Browser plug-in que leva todo o poder do Google Earth e Google Sky para rodar num página na Web.
Mas esse plug-in ocupa parte dessa história toda. A grande "revolução" mesmo fica por conta da Google Earth API que permitirá que qualquer usuário familiarizado com JavaScript e KML possa inserir marcadores com informação, sobrepor imagens sobre o terreno, adicionar e carregar modelos 3D, carregar arquivos em KML, controlar o zoom de câmera, inserir timeline, disparar funções em JavaScript através de eventos de mouse, inserir polígonos e linhas, etc.
Tudo isso talvez passasse desapercebido e soasse apenas como mais uma grande ferramenta interessante de Web Mapping se não fosse um detalhe um tanto óbvio: Google. Se você utililza as principais ferramentas da empresa, deve saber que muitas delas são passíveis de implementação através de APIs. Ou seja, um olhar mais atento lhe permitirá aferir que o objetivo com a Google Earth API é abrir o núcleo do Google Earth para desenvolvedores na esperança que estes construam aplicações Web que realmente adquiram status 3D numa internet que se interroga sobre semântica, cloud computing e modelos geográficos de representação.
Por enquanto o plugin está dispónível para browsers que rodam em ambientes Windows XP e Windows Vista como IE 6.0+, IE 7.0+, Firefox 2.x, Firefox 2.0x (Firefox 3.0 ainda não tem suporte), Netscape 7.1+, Mozilla 1.4+ e Flock 1.0+. Para instalar o Google Earth plug-in é necessário baixar o Google Earth plug-in e rodar o installer. Caso você queira desinstalá-lo futuramente, basta acessar o menu iniciar, selecionar Google Earth Plug-in e clicar em Uninstall Google Earth Plug-in .
Se você é um dos 150.000 usuários que utiliza a API do Google Maps, com apenas uma linha de código em JavaScript é possível habilitar a sua aplicação para chamar o Google Earth no seu browser através de um controle. Para inserir um controle usando a Google Maps API usa-se a seguinte linha de código mapa.addMapType(G_SATELLITE_3D_MAP). Claro, desde que você tenha chamado o seu objeto GMap2 como mapa. Se você não entendeu lhufas do que foi dito na última frase, não se preocupe. Baixe o seguinte arquivo googleEarthMaps.txt, salve com a extensão .html, substitua a chave e mande para o seu hosting.
Quer ir diretamente aos finalmente? Se você já instalou o plug-in, navegue pelos exemplos abaixo:
1. Usando Geocoding no Google Earth
2. Integrando Google Earth ao Google Maps
3. Habilitando opções de visualização no Google Earth
6. Geo Whiz
7. Carregando múltiplas instâncias do Google Earth
8. Projeções
9. Utilizando planos de câmeras
11. Carregando features em KML
Se encontrar problemas e o código não funcionar como deveria, atente para alguns dos caminhos que você poderá tomar:
Aparecido Leite é graduado em Engenharia Cartográfica desde 2005 pela Universidade Estadual Paulista (UNESP)/SP. Mora atualmente em Guarulhos/SP e é Web Writer focado em Geotecnologias e GeoWeb. Trabalha com PHP, WordPress, CSS, Tableless, documentação para SIG e gasta boa parte de suas madrugadas mexendo com Python, GeoDjango, Google Maps API, Virtual Earth SDK, KML e qualquer coisa relacionada a Web Mapping, Neogeografia e SIG.
Pô Cidão psicopata!!
Agora os caras detonaram…
Já pensou fazer tudo que se fazia no GM mas agora usando o GE, 3D, mais iteratividade com o usuário…
Muito legal…gostaria de poder fazer mais testes..
Muito bom seu artigo
Falou