Google Earth Solidário
Quando o Google Earth foi lançado há três anos atrás, ele proporcionou à maioria dos usuários comuns uma nova maneira de olhar e conceber geograficamente o mundo, seja visitando às florestas nativas do litoral da América Central ou reconhecendo a casa de seus avós.
Tudo bem que o World Wind da NASA foi lançando bem antes, em agosto de 2004, mas o seu foco era outro e talvez não tivesse o mesmo alcance caso o Keyhole Earth Viewer (o Google Earth assim chamado antes de ser comprado pela Google), não tivesse sido lançado.
Em 2005, o furacão Katrina causou inúmeros estragos à região litorânea do sul dos Estados Unidos. Uma das regiões mais afetadas pela tempestade foi a cidade de New Orleans que, devido ao rompimento de alguns diques, teve sua área inundada em 80% pelas águas do Lago Pontchartrain.
Muito se falou do uso do Google Earth na ocasião para fazer o rescaldo e salvamento de muitas vítimas do furacão e pode-se perceber que o Google Earth poderia ter um potencial muito maior do que o de simples ferramenta de visualização de dados geográficos para Web.
Essa utilidade foi sendo cada vez mais enfatizada quando se percebeu o grande númreo de arquivos KMLs voltados para o uso social, ambiental, político, cultural, científico, saúde pública e de serviços sociais que ONGs(Organizações nao governamentais) e OSCIPs(Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) do mundo todo estavam produzindo. Era nítido que o Google Earth começava a se tornar uma plataforma de produção, visualização e compartilhamento de informações pertinentes às diversas causas comunitárias e de desenvolvimento global.
O Greenpeace da Alemanha foi a primeira organização a utilizar o programa com a finalidade de alertar às pessoas sobre os desastres ecológicos. O Google Earth também foi empregado com sucesso no alerta para a crise do Darfour/África, na proteção de mananciais e florestas na Tanzânia/África e detecção de corte irresponsável de madeira na região de Los Gatos nas Montanhas de Santa Cruz, Califórnia/EUA. O Google Earth é utilizado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados para alertar as pessoas do mundo todo sobre a situação dos refugiados em todo o mundo, fornecendo informações sobre migrações humanas e Campos de refugiados.
Após um ano de estudos e ouvindo sugestões e requisições de várias organizações empenhadas em causas nobres, a Google resolveu lançar em 26 de junho de 2007 o programa Google Earth Outreach. Quase um depois, o Google Earth Solidário é oficialmente lançado no Brasil, podendo oferecer à nossa sociedade meios e ferramentas para entender melhor os desafios ambientais e quem sabe fortalecer a cultura e gerenciamento de terras indígenas.
O que é o Google Earth Solidário
O Google Earth Solidário é um programa de incetivo voltado para comunidades e organizações sem fins lucrativos que podem obter o Google Earth Pro gratuitamente desde que seu uso seja pertinente para alcançar seus objetivos.
O programa também consta de uma boa documentação(em português) de como usar a plataforma para seus propósitos, conta com vários estudos de casos bem sucedidos usando o programa, exemplos e códigos de uso de KMLs e KMZs, tutoriais para criação de KML e mapas ensinando como inserir marcadores e vídeos, planilhas para criação de mapas, fórum de discussão do Google Earth Outreach, etc.
Como funciona o programa
Qualquer pessoa ou organização sem fins lucrativos pode utilizar o Google Earth gratuito para visualizar e criar arquivos KML. Assim como inserir arquivos KML em seu website ou enviá-los por e-mail para seus contatos, parceiros ou beneficiários.
Como consta no ToS (Termo de Serviço), não é permitido usar o Google Earth gratuito para prestar serviços pagos a outras empresas ou organizações. As licenças do Google Earth Pro só são concedidas a organizações qualificadas que realmente necessitem de uma licença Pro.
Quem está qualificado para receber a licença do Google Earth Pro
Organizações sem fins lucrativos como Organizações nao governamentais (ONGs) ou Organização de Sociedade Civil da Interesse Público (OSCIP) que se enquadram nas exigências o programa no ato de inscrição e que seja certificada como tal pelo Ministério da Justiça ou por órgão estadual ou municipal competente, registrada como associação ou como fundação no Cartório de Registro de Pessoas Jurídicas competente.
As seleções são feitas segundo critérios próprios da Google e as decisões relativas aos destinatários das concessões do Google Earth Pro são definitivas.
Quem não está qualificado
Não estão habilitadas a receber as licenças do programa Google Earth Solidário as organizações que se encaixam nos grupos abaixo:
- Instituições e/ou Fundações criadas por empresas.
- Partidos políticos.
- Sindicatos.
- Organizações de natureza religiosa ou política.
- Organizações focadas principalmente em fazer lobby para mudanças políticas ou legislativas.
- Organizações fora dos Estados Unidos, Brasil, França, Itália, Países Baixos, Espanha, Suíça e Grã-Bretanha.
Como se inscrever
A inscrição terá mais chances de ser aceita se a organização possuir noções de uso do Google Earth e já tiver planos de usar a concessão do Google Earth Pro em projetos específicos para cumprir suas metas. É necessário fornecer uma espécie de declaração dessas metas, enviar um exemplo de uso com KML e uma breve descrição sobre a organização.Para se inscrever, basta apenas preencher o formulário de inscrição para o Google Earth Solidário.
Todos os solicitantes receberão um e-mail com o status de suas inscrições. É bom observar que devido ao grande número de interessados no programa, a Google se coloca na posição de não responder solicitações sobre informações de status de inscrições individuais.
Processo para aqueles que receberem concessões
Se a organização for selecionada, ela receberá uma notificação da decisão por e-mail com instruções detalhadas para configurar a conta do Google Earth Pro e alguns links úteis para começar a utilizar o programa. As licenças do Google Earth Pro têm validade de um ano e a renovação só é feita após o envio de uma pesquisa de fim de ano feita pela Google.
Convertendo objetos 3D para o formato KML
SOLA G2 é um programa gratuito que permite fazer a conversão dos principais arquivos com estrutura 3D para o formato de representação KML que pode ser aberto no Google Earth e outros programas que oferecem suporte para tal. O SOLA G2 é na verdade uma evolução do SOLA G1 que também permite fazer conversão para KML, mas é limitado para somente a representação de objetos bidimensionais. Os formatos suportados pelo SOLA G2 são:
- W3D (Shockwave3D)
- 3DS (3D Studio)
- OBJ (Wavefront)
- DXF (Autodesk)
- Você também pode trabalhar com objetos criados através do programa open source Blender, desde que você exporte para um dos formatos compatíveis.
Tanto o SOLA G1 e o G2 são aplicativos para uso não comercial, voltado para terceiros que não planejam usar para obter ônus de terceiros. No entanto, por 50 doláres é possível obter a licença do SOLA G2 para fins comerciais que ainda conta com dois recursos extras:
Google Earth finalmente encontra o browser
Poucos poderiam prever os caminhos que os map mashups e os mapas online dinâmicos tomariam quando o Google Maps foi lançado em 2005, até então limitado pelos mapas estáticos com suas funções idem. Os serviços de mapas dinânicos de hoje como o Google Maps, Map24, Yahoo! Maps, Live Maps e MapQuest e suas respectivas APIs têm permitido que os desenvolvedores e neogeógrafos criem seus próprios serviços/dados e o compartilhem em ambiente Web. Localizar-se e georreferenciar seus dados virou uma necessidade em tempos de Web 2.0.
Analogamente ao boom dos mapas dinâmicos, quando a Google comprou a Keyhole e lançou o Google Earth, este causou uma revolução na nossa visão de mundo geográfico, permitindo que as pessoas pudessem navegar por montanhas, construções em 3D e localidades longíquas ao redor do planeta Terra utilizando imagens de satélite de alta resolução e imagens aéreas.
Google Sky versão Web
Desde o dia 13 de março que entuasiastas de astronomia podem visualizar milhares de objetos celestes pela internet sem precisar instalar nenhum programa em seus respectivos HDs. Agora o Google Sky, inicalmente projetado para o Google Earth, também pode ser explorado usando um simples navegador e permitindo assim que estudantes, astrônomos amadores e até profissionais possam encontrar posições de planetas, buscar por constelações e até mesmo ver o nascimento de galáxias distantes através das imagens do telescópio Hubble.
O funcionamento do Google Sky para Web é semelhante ao do Google Maps. É possível usar controles de pan, zoom, dragging, buscar por estrelas, galáxias e ainda criar links de qualquer ponto do céu. As mesmas camadas que estão disponíveis no Google Earth, como Backyard Astronomy, Hubble Showcase e o Earth & Sky Podcasts também podem ser acessados através de um simples clique no menu da parte inferior da página.
Por padrão, ao carregar a página do Google Sky, o céu visível mostra a Galáxia Cigar (também conhecida como Messier 82), uma das mais impressionantes galáxias no universo, que é mostrada usando um mosaico de imagens do Sloan Digital Sky Survey, Digitized Sky Survey e do telescópio Hubble.
O futuro do SIG na visão de Jack Dangermond
O fundador e presidente da ESRI concedeu recentemente uma entrevista ao site Government Technology falando sobre o futuro do SIG, novas tecnologias e como a WEB tem ocupado um papel importante dentro do universo de percepção do espaço geográfico no dia a dia das pessoas.
Muitas discussões e especulações sobre o presente e o futuro do mercado de SIG mundial é tida como imcompleta sem pelo menos uma palavra de Jack Dangermond, uma das mais respeitadas autoridades no mercado, sendo chamado por alguns de “Pai do SIG”. (Na verdade, o apelido de “Pai do SIG” é dado ao americano Roger F. Tomlinson, um dos nomes mais respeitados do mundo nessa área, não necessariamente a de mercado. Nós teremos um artigo falando somente dele, logo mais, em outra oportunidade).
Jack e sua esposa, Laura, fundaram em 1969 o que se tornaria um dos players mais conhecidos do mundo do mercado de software para Sistemas de Informação Geográfica nos dias de hoje, a ESRI. Ela nasceu como uma empresa de consultoria especializada em análises de projetos de uso e ocupação geográfica cujo foco era o de analizar e organizar informação geográfica. Graças à projetos importantes como a o desenvolvimento de um plano para reconstrução de Baltimore, cidade do estado de Maryland, e assessorando a Mobil Oil para determinar um lugar na cidade de Reston, Virginia, entre outros, conferiu à empresa de Jack uma grande bagagem em termos de processos e ferramentas para análise espacial que seriam mais tarde aplicados em um ambiente computacional. E foi isso que aconteceu no começo dos anos 80, quando a ESRI lançou em 1982 seu primeiro SIG comercial, o ArcInfo.
Reproduzimos a seguir, devidamente traduzido e adaptado, a entrevista dada ao site Government Technology em janeiro de 2008:
Governant Techonology: Qual o impacto que aplicações de visualização de dados espaciais, como Google Earth e Microsoft Virtual Earth, têm no mercado do SIG?
Jack Dangermond: Google e Microsoft realizaram um fantástico trabalho ao desenvolver aplicações amigáveis aliadas a recursos de imagens de satélite e mapas. O impacto desses serviços no mercado de SIG tem sido positivo porque isso possibilitou que muitos usuários pudessem visualizar e perceber os dados espaciais de uma maneira fácil e próxima.
Governant Techonology: O que as aplicações do tipo Mashup significam para a ESRI? Essas aplicações podem afastar possíveis clientes ou apenas reforçam o interessem em SIG?
Jack Dangermond: Acredito que a questão mais importante é “o que elas significam para os usuários?”. Nossos clientes são organizações que criam conhecimento geográfico baseado em uma série de informações. São usuários que utilizam aplicações geoespaciais para suas respectivas áreas de atuação como em Utilities, meio ambiente, área científica e a de negócios.
Essas novas soluções voltadas para WEB proporcionam uma nova maneira pela qual os usuários dissipam informação e conhecimento, alcançando assim muitas outras pessoas. Essas aplicações não substituem um SIG convencional, mas podem complementar o modo como o conhecimento geográfico é acessado por usuários “não GIS”.
Google Geo Developer Series

Oficinas, “hackathons” e palestras sobre as principais features do Google Maps e Google Earth serão os temas tratados numa série de encontros chamada de Google Geo Developer Series que acontecerá no Googleplex de Mountain View, Califórnia, neste mês de fevereiro.
Trata-se de um evento aberto a geeks e entusiastas de Neogeografia que queiram se aprofundar ou aprender mais sobre a API dos Google Maps e artimanhas do KML no Google Earth. Como é de praxe, a maioria dos eventos realizados pela Google são filmados e disponibilizados posteriormente, e nesse evento não será diferente, as palestras estarão no Youtube para todos nós (quem não foi ao Google Developer Day Brasil que rolou em São Paulo em maio de 2007, pode assistir as palestras no Youtube. Clicando aqui você poderá assistir a todas as palestras do evento).
Caso queira se manter informado sobre o que vai rolar nessas séries, não esqueça de deixar o seu e-mail no mailing list na seguinte url: http://google-geo-developer-series.googlemashups.com. Essas sessões ocorrerão uma vez por semana até abril. Os dois primeiros são:
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