Mais uma Where 2.0 a caminho
“Welcome to Where 2.0″ é o que eu gostaria de ouvir da moça na porta de entrada desse evento em maio. Para quem está por fora, Where 2.0 é um evento de fazer cair o queixo de qualquer entusiasta “GeoWeber”, seja ele um novato ou um geek antenado. É uma conferência sobre o mundo das geotecnologias para Web (ou se você quiser, GeoWeb), com nomes de peso, empresas de peso e assuntos mais interessantes ainda.
É um dos eventos mais relevantes no que diz respeito a GeoWeb e conta com participação de players nada pequenos (Google, Autodesk, Microsoft, MapQuest, Digital Globe, AOL, Tele Atlas North America, ESRI,Garmin, Yahoo!, Cisco, etc) mostrando suas últimas e futuras soluções, várias startups com seus projetos “pequenos inovadores”, neogeógrafos ávidos por novidades, comunidade do SIG Open Source, etc e etc. Não foi à toa que uma das features mais comentadas nos últimos tempos, o Street View, do Google Maps foi estrategicamente anunciada oficialmente nesse evento.
Ao contrário das últimas três últimas edições que sempre ocorreram em San Jose, o desse ano acontece em San Francisco entre os dias 12 e 14 de maio na Califórnia. A grande importância desse evento talvez recaia no fato de que a Web tem se tornado uma plataforma para o fluxo e compartilhamento de informação espacial. Ferramentas e recursos voltadas para esse ambiente vêm crescendo nos últimos anos numa progressão geométrica devido à uma necessidade crescente de pessoas e empresas por esse tipo de informação. Posicionar-ou localiza-se virou um desejo, uma necessidade, um busca.
Intrigado com o que é Neogeografia?
Termo muito em voga ultimamente e motivo de discussões acaloradas entre profissionais e usuários, Neogeografia(do inglês Neogeography), vem ganhando cada vez mais destaque por traduzir um comportamento de criação e compartilhamento de dados geográficos e mapas na internet. A cartografia possibilitou que explorações e descobertas de novas regiões do planeta fossem registradas. Isso guiou marinheiros e desbravadores através dos oceanos, ajudando-os a entender onde terras longÃquas não habitadas pelo homem branco e civilizado se encontravam. Com a transformação do papel para o hipertexto, os mapas evoluÃram muito desde as descobertas e hoje temos mapas digitais que permitem mostrar dinamicamente informações geográficas que estão do outro lado do mundo.
Enquanto um SIG necessita de complexos e custosos softwares, restrito e manipulado por profissionais treinados, ferramentas como Yahoo! Maps e MapQuest(o pioneiro a oferecer serviços de mapas online) oferecem ao usuários aplicativos online amigáveis, rápidos e pertinentes ao seu uso. E isso possibilita que desenvolvedores WEB e usuários comuns possam ter inúmeros usos e interesses ao usar mapas online.
O Google Maps não foi inicialmente lançado como uma Interface de Programação de aplicativos (API). No entanto, lentamente desenvolvedores começaram a usar e bular o serviço para uso próprio, e foi então que a Google percebeu a demanda por esse tipo de serviço e lançou uma API para que qualquer usuário pudesse criar os seus mapas com o Google Maps. Iniciava-se aqui o boom dos mapas e serviços dinâmicos em contraponto aos serviços de mapas estáticos anteriores a 2005.
Até então domÃnio de cartógrafos e profissionais de SIG, esses novos mapas que estão nascendo, ou também chamado de Map Mashups, levou a um propagação maciça dentro da internet, o que nos leva a pensar em perguntas como: Por que mapas tanto fascinam e ao mesmo tempo despertam tanto interesses nas pessoas? Por que no mundo online da comunicação instantânea, a localização se tornou um tema tão importante?
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